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Juiz concede prisão domiciliar a Adriana Ancelmo, mulher de Cabral

Em sua decisão, magistrado considera fato de o casal ter dois filhos, um de 11 e outro de 14 anos

Mariana Sallowicz e Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

17 Março 2017 | 15h56

RIO - O juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio, decidiu converter a prisão preventiva em domiciliar da ex-primeira dama do Rio, Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB). Os dois estão presos no Complexo de Gericinó (Bangu), zona oeste do Rio. Adriana foi presa em dezembro, já Cabral em novembro.

O magistrado estabeleceu que Adriana não deverá ter acesso a internet nem telefone. Em sua decisão, considerou o fato de o casal ter dois filhos, um de 11 e outro de 14 anos.

Bretas negou a prisão domiciliar a Cabral. "A situação é completamente diferente. Quero reafirmar que a substituição não é por entender que não estão provadas as acusações é por questão personalíssima", afirmou. 

Adriana, casada com o ex-governador Sergio Cabral, réu em seis processos da Lava Jato, por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, pertencimento a organização criminosa e evasão de divisas, é acusada de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa pela força-tarefa da Lava-Jato no Rio.

Em delação premiada, a diretora comercial da H.Stern, Maria Luiza Trotta, afirmou que vendeu pessoalmente para Sérgio Cabral e sua mulher 20 joias que somaram R$ 6 milhões entre 2012 e 2015. O casal comprou outros 20 itens da loja, num total de 40 peças, mas o valor total não foi informado. A delação premiada foi homologada na manhã desta sexta-feira pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio. 

Alexandre Lopes, advogado da ex-primeira dama do Rio, afirmou que sua cliente nega ter cometido os crimes. Sobre as informações declaradas por Maria Luiza Trotta, o advogado disse que a diretora “titubeou” e “se equivocou”, e que sua cliente só comprou joias mediante recebimento de nota fiscal. “Quem garante que as joias foram mesmo vendidas a eles?”

O advogado negou, também, a possibilidade de a ex-primeira dama fazer um acordo de delação. “Há uma obsessão de parte da imprensa com delação premiada. O processo penal não se resume a delação e ela não tem a menor intenção de fazer uma delação contra quem quer que seja”, rechaçou. 

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