Juiz bloqueia bens de acusados de desvio da Sudam

O juiz da 1ª Vara Federal de Belém, Gláucio Maciel, decretou hoje a indisponibilidade de todos os bens e aplicações bancárias do empresário Geraldo Pinto da Silva, de sua mulher, Edy Lamar Araújo Ferreiro, e de Helder Alves Rodrigues, da empresa GPS, acusados de desviar mais de R$ 500 milhões da extinta Sudam em 25 projetos inacabados. Maciel também decretou a quebra dos sigilos fiscal e bancário dos três empresários.Dono de escritório de consultoria em Belém, Geraldo Pinto da Silva teve reveladas, no início deste ano, conversas telefônicas que manteve com o então secretário executivo do Ministério da Integração Nacional, Benivaldo Alves de Azevedo. Por causa delas, Benivaldo acabou sendo exonerado do cargo.Existem indícios de desvio de recursos públicos pelos acusados, diz Maciel, que determinou à Receita Federal que lhe encaminhe cópia das cinco últimas declarações do imposto de renda dos réus. Justificando o bloqueio dos bens, ele afirma que "há risco de não se conseguir nenhum bem que garantiria o débito, se fosse feita a citação. O patrimônio poderia ser facilmente transferido pelos envolvidos".Em Altamira, no sudoeste do Pará, advogados de testemunhas arroladas no caso Sudam acusam delegados e agentes da PF de coação para arrancar depoimentos "contrários ao senador Jader Barbalho". Os policiais negam e justificam que estão agindo dentro da lei. Na decisão em que mandou soltar ontem o empresário José Soares Sobrinho, de Altamira, um dos envolvidos em desvio de recursos da Sudam, o juiz do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Olindo Menezes, critica a atuação da Justiça Federal do Tocantins. "Ela está atuando sobre fatos fora de sua jurisdição.

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