Rodolfo Buhrer|Foto Arena
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Juiz aponta farsa e nega transferência de Valério

O empresário é suspeito de prestar informação falsa à Justiça ao pedir transferência da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), para outra unidade prisional de Minas, cujo controle sobre os presos é considerado mais ameno

Leonardo Augusto, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2017 | 23h41

BELO HORIZONTE - O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, que cumpre pena de 37 anos de prisão na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), é suspeito de prestar informação falsa à Justiça ao pedir transferência para outra unidade prisional de Minas – a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac), da cidade de Lagoa da Prata. 

No pedido de transferência feito ao Supremo Tribunal Federal (STF), Valério informou que sua mãe e sua companheira moravam na cidade. A informação foi revelada pelo jornal O Globo. A solicitação foi aceita pelo ministro Luís Roberto Barroso em 19 de dezembro, sob a condição de que a decisão final caberia ao juiz da comarca local.

A Apac prevê assistência espiritual e orientação para atividades artísticas e o controle sobre os presos é mais ameno do que o das penitenciárias do Estado. 

Ao negar a transferência, o juiz Aloysio Libano de Paula Junior disse que constatou, por visita própria e com o envio de um oficial de justiça, que no endereço informado não viviam parentes de Valério.

A Procuradoria-Geral da República informou que, se for confirmada suspeita de falsidade ideológica, poderá haver impacto na pena que Valério cumpre. A investigação será feita pela comarca de Lagoa da Prata.

A defesa argumentou no pedido de transferência que Valério vinha sofrendo ameaças na penitenciária e que o ambiente do presídio prejudica a delação que ele negocia com a Procuradoria-Geral da República. Procurado, o advogado de Valério, Jean Robert Kobayashi, não respondeu aos contatos.

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