Andre Dusek/Estadão
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Jugmann diz que dificuldade fiscal atinge Defesa, mas que Forças Armadas não estão comprometidas

'Temos que nos adequar à realidade fiscal com equilíbrio entre a manutenção de projetos estratégicos e aparelhamento das nossa Forças', afirmou o ministro, nesta quinta-feira, 29

Carla Araújo e Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2016 | 15h03

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Raul Jugmann, afirmou nesta quinta-feira, 29, que a dificuldade fiscal do país "evidentemente" atinge a pasta. "Temos que nos adequar à realidade fiscal com equilíbrio entre a manutenção de projetos estratégicos e aparelhamento das nossa Forças", afirmou. Segundo o ministro, a realidade das contas públicas implica em "alguns sacrifícios" como o prolongamento de alguns cronogramas e que a pasta busca "racionalizar gastos, enxugar, inclusive a sua presença física em alguns lugares". "Alguns cronogramas podem ser esticados frutos da nossa realidade fiscal", reforçou. 

Apesar disso, Jugmann afirmou que investimentos em tecnologia levam a redução da estrutura da Defesa e das Forças Armadas. "A capacidade das Forças não está comprometida", disse, citando a atuação do Rio de Janeiro, durante os Jogos Olímpicos. 

Previdência. Questionado sobre alterações no regime previdenciário dos militares na reforma que está sendo estudada pelo governo do presidente Michel Temer, Jugmann disse que "não há nada decidido". Ele voltou a defender que o sistema de proteção social das Forças Armadas tem "distinções e singularidades". "No meu entendimento, obviamente o que irá prevalecer é a decisão do presidente, acredito que a nossa singularidade deve ser preservada", afirmou. 

O ministro disse que a manutenção da separação entre a categoria de militares e servidores públicos não é um privilégio e que "isso não significa que a Defesa e as Forças Armadas não se disponham a contribuir com a reforma". "As Forças e a defesa entendem que a reforma da Previdência é fundamental, decisiva e tem que sem enfrentada", disse.

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