Judiciário é principal defensor do combate à corrupção, diz Moro

Protesto de três manifestantes interrompeu começo da fala do juiz federal na Universidade Columbia, em Nova York

Ricardo Leopoldo, correspondente, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2017 | 16h49

NOVA YORK - O juiz federal Sérgio Moro afirmou nesta segunda-feira, 6, em Nova York, que o Poder Judiciário é o principal defensor do combate à corrupção e apontou que o Congresso e o Poder Executivo não deram contribuição substantiva para atacar este problema sistêmico do País. Moro fez o comentário em palestra na Universidade Columbia.

Um protesto interrompeu o começo da fala do juiz federal. Três manifestantes gritavam que ele "não representa a democracia" e "não deveria estar falando" no evento. A palestra foi iniciada alguns minutos depois.

"Em alguns anos, veremos que a Operação Lava Jato deixou o Brasil mais forte contra corrupção", disse Moro. "Eu tenho esperança que vamos superar o desafio da corrupção com combate frontal."

Ele destacou que foi uma tragédia a morte do juiz do Supremo Teori Zavascki, em virtude de um desastre de avião. "Teori era um juiz muito hábil e atuou com grande independência na Lava Jato", disse. Ele também avaliou como "um grande jurista", o juiz Edson Fachin, o novo relator da Operação Lava Jato no Supremo.

Motivação política. Após mencionar que críticos da Lava Jato apontam que a ação da Justiça tem foco exclusivamente político, Sérgio Moro disse que "não há motivação política" na operação.

De acordo com Moro, as avaliações dos promotores e juízes que atuam na Lava Jato são baseadas em evidências e não em avaliações pessoais ou políticas. Ele apontou que a operação permitiu o julgamento e condenação de executivos de construtoras, e isso também aconteceu com alguns ex-parlamentares, mas em primeira instância. "Contudo, graças ao STF não precisamos mais esperar a condenação do acusado por um longo tempo." 

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