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Jucá sofre constrangimento em voo; assista

Em vídeo gravado nesta quarta-feira, passageira grava provocação ao senador e questiona: 'Conseguiu estancar a sangria?'

Ana Paula Dahlke, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

30 Novembro 2017 | 10h18

BLUMENAU - O presidente do PMDB, o senador Romero Jucá (RR), foi hostilizado, anteontem, em um voo comercial que partiu de Brasília em direção a São Paulo. A cena foi gravada e circulou nas redes sociais. No vídeo, o parlamentar reagiu e discutiu com a passageira que o gravou, a assistente social Rúbia Sagaz, de 33 anos, servidora do Instituto Federal Catarinense.

“E aí, senador, conseguiu estancar a sangria?”, questionou a assistente social em referência aos áudios entregues à Polícia Federal pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, em que Jucá afirma que é preciso “estancar a sangria”, supostamente provocada pela Operação Lava Jato.

 

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Segundo a assistente social, ela esperou a conclusão do serviço de bordo para abordar o senador. Irritado com ela, Jucá chegou a levantar da poltrona e tenta pegar o celular das mãos de Rúbia. “Tinha uma pessoa na terceira fileira de cabeça baixa e os traços faciais eram parecidos com os dele. Tive dúvida, mas logo tive a certeza, então eu só gritei: ‘Com Supremo e com tudo’. As pessoas me olharam assustadas, ninguém entendeu”, afirmou, a assessoria do senador informou que “a agressora já foi identificada” e disse que o senador avalia se tomará alguma medida após o episódio.

Procurada, a assessoria do senador informou que “a agressora já foi identificada” e disse que o senador avalia se tomará alguma medida após o episódio.

Insatisfação. Ao Estado, Rúbia disse estar insatisfeita com as políticas do atual governo. Ela ainda afirmou que o senador tentou desmoralizá-la chamando-a de “petista”. “Eu queria dizer como somos fantoches na mão deles, como isso ficou claro na gravação. Depois ele tentou me desmoralizar. Chegou a me rotular de petista. Mas eu não sou petista.”

No site do TSE, no entanto, há registro de que ela é filiada ao partido desde 2002. Procurada novamente pelo Estado, ela afirmou que o cadastro é da época da primeira eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em quem votou naquela eleição. Ela disse que atualmente não tem mais ligação com o partido.

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