Jucá: 'Não farei manobra' para acelerar votação da CPMF

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), reafirmou hoje que não pretende fazer nenhuma manobra regimental para apressar a votação da proposta de emenda constitucional (PEC) que prorroga a cobrança da CPMF. "Não vou fazer manobra nem jogar no confronto", afirmou o líder, ao acrescentar que respeitará o acordo firmado entre o governo, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Marco Maciel, e o líder do DEM, senador José Agripino (RN), para que o relatório da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) seja votado na terça-feira."Vamos cumprir o acordo sem problemas", disse. Para se prevenir de eventuais manobras do governo, o senador Marco Maciel protocolou hoje na Mesa do Senado um ofício prorrogando os trabalhos da CCJ por mais 30 dias com o objetivo de analisar a PEC da CPMF. Um político experiente, Maciel se antecipou e deixou claro com a iniciativa de hoje que está preparado para esticar os prazos e dificultar a vida do governo se a base aliada optar pelo para o rolo compressor e avocar a votação da CCJ para o plenário.Prorrogar os prazos é uma prerrogativa do presidente da CCJ, que Maciel habilmente buscou no regimento interno do Senado para se respaldar de eventuais manobras.O senador Romero Jucá disse que os senadores da base aliada estão sendo chamados e acredita que não haverá problema de quórum na sessão de segunda-feira, quando o relatório de Kátia Abreu será lido. Para realizar a leitura, é preciso o comparecimento de, pelo menos, 12 senadores na CCJ.

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