Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Jucá diz que vai levar o nome de Requião para ser 'discutido' no PMDB

Romero Jucá (RR), senador e presidente do partido, trocou ofensas com o senador Roberto Requião (PR) em redes sociais

Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2017 | 17h41

Ao trocar insultos e ofensas em vídeos nas redes sociais, o presidente do PMDB Romero Jucá (RR) afirmou que vai levar o nome do senador Roberto Requião (PMDB-PR) para ser "decidido e discutido" na Executiva Nacional do partido. Segundo ele, o paranaense “fica atacando o partido, os partidários e tentando atrapalhar o que nós queremos fazer para melhorar o Brasil”. Romero Jucá também afirmou que o partido investiga supostos repasses do diretório estadual à campanha do filho de Requião à prefeitura de Curitiba, no ano passado.

A troca de ofensas começou após uma publicação da revista Veja, de sexta-feira, 18, que afirmou que Jucá estivesse criando uma estratégia para expulsar Requião do PMDB. O senador paranaense tem sido crítico ferrenho da gestão e do próprio presidente Michel Temer.

Requião publicou nas redes sociais, no dia da reportagem, um vídeo em que disse que “a cachorrada ficou louca”, quando começou a falar da suposta articulação do correligionário. “Romero Jucá, se eu solto meus cachorros para cima de você, vai ser bem mais sério que uma busca da Polícia Federal ou da Lava Jato”, disse.

Também em vídeo publicado nas redes sociais, no domingo, 30, Jucá negou que estivesse articulando a expulsão do senador do Paraná, mas afirmou que está “investigando” um suposto repasse do diretório estadual do PMDB de 95% do fundo partidário para a campanha de Requião Filho à prefeitura de Curitiba. O candidato não chegou ao segundo turno.

“Pelo visto, o senador Roberto Requião está andando com muitos vira-latas, deve ser igual a eles. Pode soltar seus cachorros em cima de mim. Solte-os, não tenho medo, não devo nada, nem à PF, nem à Lava Jato. Não sou réu em nenhuma ação, diferente do senhor, que é réu em muitas ações aí no Paraná”, retrucou o presidente do PMDB.

Procurado pela reportagem, Requião não quis comentar, mas respondeu às acusações em seu Twitter. “Não roubar, não deixar roubar e denunciar quem rouba. Romero Jucá me agride de soviético e bolivariano por ter dito isso”, afirmou, parafraseado Ulysses Guimarães. A frase do fundador do PMDB, contudo, dizia: “Não roubar, não deixar roubar e pôr na cadeia quem roube”, segundo o discurso publicado no site do partido. 

Requião também disse que Jucá responde “indignado” aos latidos dos cachorros. “Meu Deus, como é grande o atraso intelectual do nosso presidente do PMDB”, disse. O senador do Paraná foi chamado de "bolivariano" e "chavista" e também de "assecla" da senadora petista, Gleisi Hoffman (PR). 

 

 

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