Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Jucá diz que Janot tem 'fixação' por ele e 'fetiche' por seu bigode

Procurador-geral apresentou três denúncias contra senador e, na acusação, disse que 'a palavra de um homem está no fio do bigode'

Igor Gadelha e Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2017 | 12h43

BRASÍLIA - O líder do governo no Senado Federal, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou em entrevista nesta terça-feira, 29, que o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, tem uma "fixação" nele e, talvez, até um "fetiche" no bigode do peemedebista. Para o peemedebista, Janot começou bem na Procuradoria, mas está deixando o cargo em 17 de setembro de forma "melancólica, lamentável e triste". Janot apresentou a terceira denúncia contra o peemedebista nesta segunda-feira, 28, por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, dessa vez, com base na delação da Odebrecht.

"Eu diria que (ele tem), pelo menos, uma fixação. Ele até deu declaração sobre meu bigode, não sei se é um fetiche, se é alguma coisa. Portanto, eu diria que não entendo esse comportamento dele", afirmou Jucá. Na denúncia criminal contra o peemedebista por suposta propina de R$ 150 mil, Janot recorreu a um provérbio popular. "A palavra de um homem está no fio do bigode", escreveu.

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O senador de Roraima disse estar muito tranquilo, que não tem nada a dever e nada que o comprometa. "Eu confio na Justiça. Quem parece que não confia na Justiça é o senhor Rodrigo Janot", disse. Para Jucá, o procurador apresentou a nova denúncia "açodadamente" e "intempestivamente", uma vez que a investigação que baseia na denúncia ainda não foi concluída. "O processo está na Polícia Federal", disse.

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Jucá avaliou ainda como "lamentável" a postura de Janot. "O doutor Rodrigo Janot começou bem, mas está tendo uma despedida melancólica, lamentável, triste. Acho que não dá para querer se transformar em justiceiro, passar por cima da Justiça e tentar fazer uma ação deliberadamente contra a política brasileira. Acho lamentável, mas respeito a posição dele", afirmou o peemedebista.

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