Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Jucá diz que denúncia de Janot é 'ato de despedida' do procurador

Senador do PMDB afirmou não ter 'nenhum temor' das acusações

Tânia Monteiro e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2017 | 18h35

BRASÍLIA - O líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), classificou como "um ato de despedida do procurador geral" a decisão de Rodrigo Janot de oferecer denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra ele, em inquérito relatado pelo ministro Ricardo Lewandowski e que tramita em sigilo. O mandato de Janot termina em 17 de setembro.

"Deixa eu falar uma coisa pra vocês. Eu estou muito tranquilo contra qualquer denúncia e não tenho nenhum temor", respondeu Jucá, ao sair do Palácio do Planalto. Depois de avisar que quem fala sobre essas questões jurídicas é o seu advogado, Jucá reiterou que espera que o Supremo analise as questões, quando poderá se certificar de que "não há nenhum motivo para isso (denúncia)".

Jucá era investigado, no caso que originou a denúncia, por suposto favorecimento ao Grupo Gerdau em uma medida provisória, em troca de doações eleitorais. Além dele, são investigados no mesmo caso os deputados Alfredo Kaefer (PSL-PR) e Jorge Côrte Real (PTB-PE).

Não há detalhe sobre a acusação feita pela PGR, em razão do segredo de justiça. A Operação Zelotes detectou indícios de que o senador alterou o texto da MP 627, de 2013, para beneficiar a siderúrgica. Jucá era o relator do texto, que mudava as regras de tributação dos lucros de empresas no exterior. Os deputados apresentaram emendas que beneficiaram o grupo, segundo os investigadores. 

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