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Jucá diz que Congresso vai votar proposta de meta fiscal encaminhada por Dilma

Segundo senador cotado para integrar governo Temer, assunto encaminhado em março é 'importante de ser votado na próxima semana'

Isabel Bonfim, O Estado de S. Paulo

11 de maio de 2016 | 18h18

BRASÍLIA - O presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR), nome cotado para assumir a pasta do Planejamento em eventual governo do vice-presidente Michel Temer confirmou que o Congresso vai votar a proposta de meta fiscal encaminhada por Dilma Rousseff e que a votação deve acontecer já na próxima semana. 

"Vamos precisar votar a proposta encaminhada pelo governo que muda o superávit para déficit fiscal. Isso é algo importante de ser votado provavelmente na próxima semana", disse Jucá. Em março, o governo encaminhou projeto de alteração da meta que autoriza um déficit de até R$ 96,65 bilhões nas contas em 2016.

Ainda de acordo com o senador, caso Temer assuma o comando do governo, nova meta não deve ser enviada de pronto. Apenas se a nova equipe econômica julgar necessário, o presidente pode enviar nova meta. 

Normalmente, a proposta de meta fiscal, ao chegar ao Congresso, passa antes pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e só depois segue para o plenário. Entretanto, a composição da comissão desta gestão de 2016 ainda não foi definida e a eleição está prevista para a próxima semana. Para Jucá, este não é um problema para votar a meta fiscal.

"O ideal é votar na próxima semana. Se não houver Comissão de Orçamento, vai direto para o Congresso", afirmou.

Programas sociais. O senador afastou a ideia de que Michel Temer pudesse fazer alterações no programa Bolsa Família. Para ele, tratam-se de "boatos para tentar criar intriga" contra o vice-presidente. Entretanto, ele não garantiu que todos os programas sociais serão mantidos intactos.    

Uma análise técnica seria feita sobre os diferentes programas sociais e, segundo Jucá, a ideia é fortalecer "aqueles que funcionam". 

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