Jucá diz que conclui nesta terça-feira parecer sobre CPMF

Ele mantém o cronograma de votação na CCJ marcado para esta quarta-feira e no plenário na quinta-feira

FABIO GRANER, Agencia Estado

04 de dezembro de 2007 | 13h38

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse nesta terça-feira, 4,  que deverá concluir até o final do dia o seu relatório sobre as emendas apresentadas em plenário à proposta de prorrogação da CPMF. Como o governo não quer mudanças na proposta por conta do atraso na tramitação da matéria, Jucá não deve acatar nenhuma emenda. Jucá disse, porém, que vai examinar cada uma das 18 emendas apresentadas.   Veja também:    Entenda a cobrança da CPMF  Oposição já contabiliza baixas e quer adiar votação da CPMF Viana acusa aliados de 'desatenção' com a CPMF Para Lula, não-aprovação da CPMF seria 'estupidez' Governo quer resolver sucessão de Renan antes de votar CPMF Mantega afirma que Fazenda não tem plano B para a CPMF Ele mantém o cronograma de votação na CCJ marcado para esta quarta-feira e no plenário na quinta-feira. Fez, no entanto, a ressalva de que a votação no plenário pode ser atrapalhada pela obstrução do PSDB. Jucá teve hoje um encontro casual, em um dos corredores do Senado, com o líder do DEM, José Agripino (RN), que se mostrou favorável à votação da matéria na quinta-feira.Romero Jucá reconhece que o governo ainda não tem os 49 votos necessários para aprovar a prorrogação da CPMF. Destacou, no entanto, que o governo está trabalhando para conseguir os votos.O senador Delcídio Amaral (PT-MS) disse, por sua vez, que o governo não conta com os votos necessários e está fazendo trabalho individual de convencimento. O foco, segundo Delcídio, são senadores como Cesar Borges, Valter Pereira e Romeu Tuma, que mostram certa disposição em votar favoravelmente à emenda, mas precisam que o governo resolva algumas questões. No caso de Borges e Tuma, o governo precisaria dar um suporte para defender os parlamentares contra as investidas do DEM em relação a seus mandatos. Tuma e Borges trocaram de partido recentemente.No caso de Valter Pereira, Delcídio explicou que o problema no apoio à prorrogação da CPMF refere-se a cargos no Ibama e Incra. Tuma também queria ampliar seu espaço no governo.

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