Jucá descarta manobras para apressar votação de CPMF

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), reafirmou nesta sexta-feira, 9, que não pretende fazer nenhuma manobra regimental para apressar a votação da proposta de emenda constitucional (PEC) que prorroga a cobrança da CPMF. "Não vou fazer manobra nem jogar no confronto", afirmou o líder, ao acrescentar que respeitará o acordo firmado entre o governo, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Marco Maciel, e o líder do DEM, senador José Agripino (RN), para que o relatório da senadora Kátia Abreu (DEM-TO) que será lido na segunda-feira seja votado na terça.  "Vamos cumprir o acordo sem problemas", disse. Para se prevenir de eventuais manobras do governo, o senador Marco Maciel protocolou hoje na Mesa do Senado um ofício prorrogando os trabalhos da CCJ por mais 30 dias com o objetivo de analisar a PEC da CPMF. Um político experiente, Maciel se antecipou e deixou claro com a iniciativa de hoje que está preparado para esticar os prazos e dificultar a vida do governo, se a base aliada optar pelo para o rolo compressor e avocar a votação da CCJ para o plenário. Prorrogar os prazos é uma prerrogativa do presidente da CCJ, que Maciel habilmente buscou no regimento interno do Senado para se respaldar de eventuais manobras. O senador Romero Jucá disse que os senadores da base aliada estão sendo chamados e acredita que não haverá problema de quorum na segunda-feira. Para realizar a leitura do relatório de Kátia Abreu, é preciso o comparecimento de, pelo menos, 12 senadores na CCJ.

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