Jucá: confio na Câmara para aprovar mínimo de R$ 545

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou hoje confiar na "responsabilidade" dos deputados para aprovar o salário mínimo de R$ 545, como defende o governo. Jucá compareceu à Câmara hoje e fez um discurso duro em plenário, defendendo a responsabilidade fiscal. Na saída, garantiu que a base aliada está fechada na Câmara e no Senado com o valor proposto pelo governo para o mínimo.

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

11 de fevereiro de 2011 | 12h41

"O salário mínimo é resultado de uma conta, aprovada pelas centrais, do reajuste acumulado pela correção monetária. O governo propôs uma lei para que isso não seja modificado no futuro. Essa lei vai levar a R$ 545,00 agora e a algo em torno de R$ 615,00 no ano que vem", afirmou.

Questionado se o Senado teria condições de reduzir o valor caso a Câmara aprove R$ 560,00, Jucá fez a cobrança à outra Casa. "Não faço discussão sobre isso (R$ 560,00). Confio no trabalho da Câmara e na responsabilidade dos deputados e espero que venha R$ 545,00". Cumprido o cronograma de votação na próxima semana na Câmara, Jucá acredita que o Senado resolverá o tema também este mês.

Cortes

O líder do governo no Senado comentou também o corte de R$ 50 bilhões anunciado pelo Executivo. Jucá afirmou que a decisão é com base no cenário econômico atual e que poderão ser feitos ajustes posteriores, para descontingenciar alguns recursos ou realizar mais cortes.

"O governo cortou e contingenciou o que é necessário no momento, e vai agir com responsabilidade fiscal. Vamos ver como a economia vai se comportar e avaliar novamente depois. Economia é monitorar as variáveis sempre", disse.

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