Jovens seguem acampados perto da casa de Cabral

Cerca de 20 jovens continuam acampados na Avenida Delfim Moreira, na esquina da Rua Aristides Espínola, no Leblon, onde mora o governador Sérgio Cabral, apesar da chuva fina. As três barracas de camping usadas pelos manifestantes foram movidas para o canteiro central da avenida, na orla da praia, e cobertas por toldos. Um violão animava a manifestação.

VINICIUS NEDER E LUCIANA NUNES LEAL, Agência Estado

23 Junho 2013 | 17h05

Cartazes criticando a falta de recursos para saúde e educação e acusando Cabral de corrupção foram colocados no asfalto da avenida, fechada ao trânsito em seu trecho final.

Em frente ao bloqueio feito pela Polícia Militar, que fechou a rua onde mora o governador na quadra da praia, um grupo de manifestantes fazia discursos, organizados em fila. Eram acompanhados de perto por alguns dos cerca de 20 policiais que faziam a segurança do bloqueio na esquina com a Delfim Moreira.

Um manifestante que pintava uma faixa pela desmilitarização da PM disse que o grupo esperaria no local pela chegada da passeata que saiu há pouco de Copacabana. O trajeto do Posto 4, na Avenida Atlântica, para onde foi marcada a concentração da passeata, até o fim do Leblon, tem em torno de 5 km.

Vizinho ao prédio do governador, o restaurante Antiquarius, um dos mais caros e sofisticados do Rio, está sofrendo as consequências do movimento "Ocupe Delfim Moreira". Na noite de sexta-feira, quando manifestantes tentaram chegar ao edifício onde mora Cabral, o restaurante fechou as portas. Durante todo o fim de semana, a movimentação caiu, porque o quarteirão está fechado aos carros e os clientes têm que seguir a pé, se autorizados pelos policiais militares a entrar na área restrita.

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