Jovair diz que não vai judicializar resultado da eleição da Câmara

Candidato à presidência da Casa, deputado foi autor de uma ação no STF que pedia o impedimento da candidatura de Maia

Isadora Peron, Daiene Cardoso, Igor Gadelha e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2017 | 10h23

BRASÍLIA - Candidato à presidência da Câmara, o deputado Jovair Arantes (PTB-GO) disse nesta quinta-feira, 2, que não irá judicializar o resultado da eleição caso o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), seja reeleito.

"Nós fizemos o que tinha de ser feito. Agora o questionamento já não me interessa, eu estou ligado na questão da eleição. Evidente que (a candidatura de Maia) ainda está sub judice, mas aí não é problema meu, eu não trato de Justiça, eu trato de voto", disse.

Na quarta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello negou mandados de segurança que tentavam impedir a candidatura de Maia, liberando assim o atual presidente para disputar a eleição desta quinta. Jovair foi autor de uma das ações.

O deputado do PTB também afirmou que acredita em sua vitória, seja no primeiro ou no segundo turno, mas que vai aceitar o resultado das urnas. Ele negou que ficará mágoa caso Maia vença a disputa e disse que, apesar de setores do governo terem atuado pela reeleição do democrata, tem certeza que o presidente Michel Temer se manteve isento na disputa.

"O Palácio do Planalto, não podemos dizer que esteve do lado do Maia. Uma parte grande do governo esteve do lado dele, e isso faz parte do processo. Entendo que é ruim, que a paridade de armas sempre é importante para aliados. Essa paridade de certa forma não existiu, mas eu não tenho preocupação com isso. Eu tenho certeza que o presidente Michel Temer, ele pessoalmente, não fez nenhuma ação para ajudar A ou B", afirmou. 

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