FELIPE RAU/ESTADÃO
FELIPE RAU/ESTADÃO

Josué Gomes se coloca à disposição do PR para ser candidato

Filho de José Alencar ponderou, no entanto, que a decisão deve vir do partido e das forças políticas

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

29 Maio 2018 | 18h46

BRASÍLIA - O empresário mineiro Josué Gomes, dono da Coteminas, se colocou à disposição do PR para ser candidato nas eleições deste ano em evento com representantes do partido na terça-feira, 29. Filho do ex-vice presidente José Alencar, ele disse que se sente honrado de ser lembrado pelo partido para compor uma chapa nacional, mas afirmou que uma eventual candidatura tem de surgir de forma "natural". Ele ainda defendeu uma união dos partidos de centro na disputa presidencial deste ano.

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"Candidatura, para ser de fato viável e forte, tem que ser natural. Nunca ingressei num partido político pleiteando ser candidato a A, B ou C. Pelo contrário. Sou militante do partido, vou tentar ajudar naquilo que eu puder", afirmou Gomes em entrevista à imprensa após participar de encontro com 18 dos 41 deputados federais do PR. Antes do encontro, o empresário almoçou com outras lideranças da sigla, entre elas o ex-deputado Valdemar Costa Neto, que comanda a legenda.

Josué disse que, como qualquer brasileiro, ficaria honrado em ser candidato à Presidência da República, mas ponderou que a decisão de uma candidatura não pode ser individual: é primeiro do partido e depois das forças políticas que se aglutinam. "Qual brasileiro não ficaria honrado de ser presidente da República ou de disputar a Presidência? Acho que todos. Mas não se trata disso. Isso não é uma pretensão pessoal. Não pode ser encarado dessa maneira", declarou.

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O empresário mineiro afirmou acreditar que os partidos de centro precisam estar unidos, pois esse campo político "pode contribuir muito com o País". "Muitas vezes o centro é visto até de maneira pejorativa e, na verdade, como dizia São Tomás de Aquino, a virtude está no centro. Se o centro estiver unido, tem muitos bons nomes. Sou militante do PR e o partido vai decidir como quer participar da eleição que se avizinha", disse. 

Planos

Josué evitou, porém, cravar qual cargo elegeu como prioridade para disputar e disse que ainda há muito tempo para conversar sobre o tema. "De mineiro, vocês não arrancam esse tipo de resposta", brincou. Na disputa nacional, o PR tem planos que vão desde ele ser cabeça de chapa apoiado por legendas de centro, entre elas, DEM, PP, PRB e SD, a vice de algum outro presidenciável. A legenda também cogita lançá-lo como candidato a senador ou a vice-governador em Minas Gerais. 

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O empresário afirmou que todos os pré-candidatos de centro lançados até agora "são bons". "O (presidente da Câmara, Rodrigo) Maia é bom, o (ex-ministro da Fazenda Henrique) Meirelles é bom, o (empresário) Flávio (Rocha) é bom", afirmou. Questionado se toparia ser vice do deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), Josué afirmou que não pode cogitar essa possibilidade. "Não conheço o deputado Bolsonaro. Tive com ele uma única vez. Então, não posso nem cogitar isso", afirmou. 

Josué ressaltou que se encontrou com a bancada do PR hoje para agradecer a "acolhida generosa" que teve no partido. "Como militante, estou à disposição", afirmou. "Nos Estados em que puder ajudar, serei um cabo eleitoral. Como cidadão e empresário, nessa quadra de perplexidade por que passa o Brasil, estou preocupado", declarou.

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Além de se reunir com os deputados do PR, Josué conversou na Câmara com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O deputado fluminense tem coordenado discussão de possível aliança eleitoral entre alguns partidos de centro, entre eles, DEM, PRB, PP e SD. Apesar de ser pré-candidato à Presidência, Maia tem demonstrado nos bastidores empolgação com uma aliança em torno de Josué. 

Ainda na Câmara, o empresário foi cumprimentado por deputados do PT, entre eles, Paulo Teixeira e Carlos Zarattini, ambos do PT de São Paulo. Josué tem uma boa relação com os petistas. Seu pai foi vice-presidente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O nome do empresário mineiro chegou, inclusive, a ser cotado como possível vice de Lula. A prisão do líder petista, contudo, inviabilizou a aliança.

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