José Rainha defende atentados contra civis em Israel

Três dias depois de o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, posar para fotos com uma bandeira do Movimento dos Sem-Terra (MST), José Rainha Júnior, um dos líderes do MST, manifestou apoio aos atentados contra alvos israelenses, inclusive civis. "Os atentados contra Israel são a arma de defesa dos palestinos", disse Rainha, que comandou uma manifestação em frente à Embaixada de Israel, em defesa da luta palestina. "Nos atentados terroristas, muitas vezes as vítimas são civis, mas não há outra saída, porque eles enfrentam uma guerra", acrescentou. Segundo Rainha, o agricultor gaúcho Mário Lill, um dos coordenadores do MST que está no quartel-general de Arafat em Ramallah, foi ao encontro do líder palestino e lhe entregou a bandeira do MST porque há afinidades entre a causa palestina e a luta dos sem-terra no Brasil. "Os palestinos querem suas terras e nós queremos terra também", disse Rainha. "Aonde houver injustiça, estaremos lá para manifestar nossa solidariedade". Em meio à manifestação do MST, em Brasília, Rainha entrou na Embaixada de Israel para entregar ao representante do governo israelense no Brasil, Daniel Gazit, uma carta assinada pelo PSTU, partido radical brasileiro, na qual o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, é comparado a Hitler. Uma comissão de parlamentares foi recebida logo em seguida pelo embaixador Daniel Gazit, para discutir a difícil situação em Ramallah. Pelo menos oito faixas do MST foram expostas em frente à Embaixada de Israel com inscrições que comparavam Sharon ao líder nazista. "Sharon é o símbolo da morte", dizia uma das faixas. Cerca de 60 policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Regimento de Cavalaria cercaram a sede da embaixada. Mas o ato, que contou com a participação de cerca de 300 sem-terra, foi pacífico. Em seguida, eles seguiram para a Embaixada dos Estados Unidos, onde também comandaram uma manifestação em defesa do povo palestino. CâmaraO PPS, PDT e PTB divulgaram documento na Câmara criticando as ações militares do governo Sharon em território palestino e condenando a política "inaceitável" do governo norte-americano, que faz o "jogo do núcleo belicista do governo israelense."

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