José Dirceu descarta participar de eventual governo de Dilma

Ex-ministro afirmou que vai recusar até que processo do mensalão, do qual é réu, seja julgado

16 de agosto de 2010 | 19h29

BELO HORIZONTE - O ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado, José Dirceu, disse nesta segunda-feira, 16, que "em hipótese alguma" aceitaria participar de um eventual governo de Dilma Rousseff (PT). Dirceu garantiu que enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não julgar o processo do mensalão, do qual é réu, não aceitará ocupar qualquer cargo público. Elogiando o trabalho de Antonio Palocci na coordenação da campanha de Dilma, ele disse que o ex-ministro da Fazenda tem credenciais suficientes para participar de um "provável" novo governo petista.

 

"Enquanto o Supremo Tribunal Federal não me julgar eu não participo de nada", disse Dirceu, que em Belo Horizonte participou de um encontro político com lideranças e candidatos do PT e do PMDB em Minas.

 

O ex-ministro afirmou que aceitou um cargo na direção do PT porque houve "quase uma convocação." Segundo ele, Palocci está indo muito bem na coordenação da campanha de Dilma e tem todo seu apoio. Nos bastidores, o ex-titular da Fazenda é cotado como possível nome para a Casa Civil caso a candidata petista vença a eleição.

 

"O Palocci tem qualificação, experiência política, representatividade no País para ocupar qualquer cargo num provável governo, porque a eleição não está ganha", destacou.

 

Dirceu endossou o discurso cauteloso dos petistas, defendendo que a campanha de Dilma evite o salto alto. Ele atribuiu o desempenho da candidata em boa parte aos palanques estaduais e ao arco de alianças. "Os palanques da Dilma (nos estados) são os palanques mais fortes que existem. Uma das razões por que o (José) Serra (candidato do PSDB) está perdendo a eleição são as alianças."

 

Com base em análises de especialistas, Dirceu acredita que PT e PMDB deverão eleger juntos mais de 200 deputados federais e cerca de 30 senadores.

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