José Dirceu descarta alianças para 2002

O deputado federal José Dirceu (PT) descartou hoje a possibilidade de o partido formar alianças para a disputa do primeiro turno das eleições presidenciais. Dirceu lembrou que Lula não confirmou sua participação no pleito, uma vez que ainda não se inscreveu para as prévias do PT. O deputado disse acreditar que Anthony Garotinho, Ciro Gomes e Itamar Franco irão lançar candidaturas próprias, o que irá dificultar alianças entre a oposição. "Mas a oposição precisa manter uma relação de diálogo, já que as alianças serão inevitáveis no segundo turno", apostou Dirceu. Para ele, o comportamento de Garotinho é um desserviço ao pleito presidencial, porque adotou a postura de desqualificar os outros possíveis candidatos. "Isso é um erro porque a oposição está condenada a estar junto no segundo turno", reforçou. O deputado acha muito difícil que o governo do PSDB se mantenha no governo nas próximas eleições."Na administração do PSDB o País se endividou demais e não resolveu problemas sociais", alegou Dirceu. Ele comentou que, por enquanto, Eduardo Suplicy é o único candidato do partido às prévias presidenciais. No governo estadual, disse que a tendência aponta para José Genoíno, que tem apoio de 80% do partido. "Ainda há tempo para surgirem outros nomes, mas a tendência mostra Genoíno como o candidato do partido ao governo do Estado", afirmou.Dirceu descartou sua candidatura ao governo do Estado ou ao Senado. "Sou candidato à presidência do partido por eleição direta e devo me candidatar novamente como deputado federal", adiantou. E acrescentou: "Mas um dia eu governo São Paulo".Dirceu disse que as principais metas do PT são combater a pobreza, a corrupção e criar empregos, com austeridade fiscal. " Os prefeitos devem optar por focos, como educação, saúde e transporte", apontou. Segundo Dirceu, o partido tem diretrizes claras, o que facilita a governabilidade. "O PT tem experiência em administrações regionais. Na macro, o Brasil precisa de outro governo", resumiu.O deputado argumentou que o País precisa de um projeto de desenvolvimento nacional e que o PT aposta em um novo modelo econômico. " Queremos um contrato social com o Brasil e não somente um contrato econômico", afirmou. O deputado rechaçou as críticas ao plano de governo petista. "Esse documento é como a Bíblia, cada um que lê interpreta de um jeito. Mas o documento é consistente. Faz 20 anos que o Brasil parou de crescer. As empresas privatizadas hoje não querem investir. O País precisa de uma transição política-econômica. Precisa crescer para pagar as dívidas", alegou.

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