José Arruda deve ser notificado hoje sobre processo

Governador está preso sob acusação de tentativa de suborno de uma das testemunhas do 'mensalão do DEM'

Carol Pires, da Agência Estado,

08 de março de 2010 | 13h02

O governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM) deve ser notificado nesta segunda-feira, 8, pelo primeiro-secretário da Câmara Legislativa, deputado Batista das Cooperativas (PRP), sobre o processo de impeachment dele, aprovado pela Casa na semana passada. Batista tentou notificar Arruda na última sexta-feira, 5, mas o governador se recusou a assinar o documento alegando que a cópia do inquérito não estava anexada à notificação.

 

Veja também:

linkSTJ pede autorização para processar Arruda

linkDeputado voltará à PF para notificar Arruda

blog Blog do Bosco: Paulo Octávio na Justiça comum

mais imagens 'Masmorra' de Arruda tem frigobar, sofá e ar

 

A estratégia de Arruda foi ganhar tempo no cargo e não precisar renunciar enquanto estiver preso, para não perder o foro especial. O governador afastado está preso sob acusação de tentativa de suborno de uma das testemunhas do "mensalão do DEM", esquema de corrupção que seria chefiado por ele.

 

Ainda na sexta-feira, o presidente da Câmara, Cabo Patrício (PT), determinou que Batista das Cooperativas voltasse nesta segunda-feira à Polícia Federal e tentasse notificar o governador novamente. Nesta segunda-feira, o assunto foi submetido à Mesa Diretora e aprovado pelos deputados. Batista das Cooperativas irá ao encontro de Arruda na Polícia Federal às 17h.

 

Dois procuradores da Câmara acompanharão o deputado para servirem de testemunhas. Caso o governador se recuse mais uma vez a receber a notificação, as duas testemunhas podem assinar termo comprovando que Arruda foi comunicado à revelia. Assim, o prazo de 20 dias que o governador licenciado tem para apresentar defesa à Câmara Legislativa pode começar a ser contado.

 

José Roberto Arruda é acusado, em inquérito da Operação Caixa de Pandora, de ser o mentor de um esquema de corrupção que arrecadava propina entre empresas contratadas pelo governo e dividia o dinheiro ilegal entre secretários, assessores e deputados da base aliada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.