José Alencar passa bem e pode deixar hospital em até dez dias, diz médico

Vice-presidente passou por cirurgia em SP para correção de obstrução e hemorragia intestinal

Rodrigo Petry, da Agência Estado

28 de novembro de 2010 | 12h13

SÃO PAULO - O vice-presidente José Alencar está respondendo bem no pós-operatório da cirurgia à qual foi submetido no último sábado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para correção de uma obstrução intestinal e enterorragia (hemorragia intestinal) decorrentes de nódulos tumorais. Segundo a equipe médica, Alencar deve continuar internado por pelo menos mais uma semana.

"Se tudo correr bem, ele poderá sair entre sete e dez dias, mas a internação pode ser estendida", disse o dr. Roberto Kalil Filho. De acordo com o médico, Alencar ficará na UTI e deve ser encaminhado para a unidade semi-intensiva em três dias. Kalil Filho afirmou que o vice-presidente deverá ficar sentado a partir da tarde deste domingo, 28, e começar a caminhar nos próximos dias.

O médico telefonou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para dar detalhes sobre a cirurgia. Lula havia pedido que fosse colocado a par do procedimento, mas não comentou se iria visitar Alencar neste Domingo. Segundo Kalil Filho, o presidente manifestou que quer Alencar ao seu lado "descendo a rampa" do Palácio do Planalto na cerimônia de posse da presidente eleita Dilma Roussef. De acordo com o médico, Alencar tem recebido visitas de filhos, irmãos e da mulher.

O vice deve voltar a fazer quimioterapia em dez dias, na avaliação da equipe médica. O início da entrevista coletiva com a imprensa, marcado para as 10h30 deste domingo, atrasou meia hora porque, conforme explicou Kalil, ele e Alencar ficaram "batendo papo".

Após o término da cirurgia do último sábado, Alencar sofreu uma queda de pressão arterial e arritmia cardíaca de pequeno risco, o que, segundo o médico, é comum em pacientes na idade do vice-presidente. O médico disse que isso foi superado e que Alencar está "estável e sem risco". Foram retirados três nódulos do intestino - um maior, de 20 centímetros, e dois menores. Os médicos disseram que não foram retirados todos os nódulos existentes, porque esse não era o objetivo da intervenção.

"A cirurgia se limitou a um procedimento mais pontual, no que foi bem-sucedida", afirmou Kalil. Os medicamentos que Alencar está tomando no pós-operatório podem trazer riscos cardíacos, explicou o dr. Paulo Hoff. A equipe médica informou que vai tentar reduzir os riscos, mas acrescentou que não há como eliminá-los.

Alencar, que tem 79 anos e luta contra um câncer na região abdominal há 13, está internado no Sírio-Libanês desde o último dia 23. Esta foi a 16ª cirurgia à qual o vice-presidente foi submetido. A cirurgia, com duração de cinco horas, foi conduzida pelos médicos Raul Cutait e Ademar Lopes. As equipes que acompanham o vice são coordenadas por Cutait, Lopes, Hoff, Kalil Filho e Paulo Ayroza Galvão.

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