José Alencar: "Inquérito para apurar queima de documentos"

O vice-presidente da República e ministro da Defesa, José Alencar, afirmou que o governo vai tomar providências rápidas para investigar a queima dos documentos da época do regime militar na Base Aérea de Salvador. A afirmação foi feita durante entrevista para o Jornal das Dez, da "Globo News. "Nós temos que fazer uma investigação e foi tomada a decisão de abertura de um inquérito policial-militar, com a ajuda também da Polícia Federal", salientou Alencar. O inquérito deverá estar concluído em um prazo máximo de 40 dias, com uma prorrogação possível de mais 20 dias. "Nós não podemos, de forma alguma, deixar de fazer essa investigação. Nós queremos saber quando aconteceu, quem encontrou, que documentos são esses e queremos conhecer o texto por inteiro deles."O ministro afirmou que o governo Lula é transparente e democrático e não permitirá que fatos desse tipo fiquem sem investigação. "E é por isso que foi feita a abertura desse inquérito", e cada vez que acontecer isso terá que ser feito. Sem nenhum problema", prometeu Alencar. Ele também justificou o fato de a Aeronáutica inicialmente negar a legitimidade dos documentos, reconhecidos como autênticos no dia seguinte. "A Aeronáutica não pode reconhecer o que não viu", ponderou. "Uma coisa é uma reportagem de televisão, outra coisa é o documento chegar às mãos. Daí a razão pela qual se justifica a abertura desta investigação."José de Alencar aproveitou para garantir que a decisão judicial que exige a abertura de arquivos de documentos sobre a guerrilha do Araguaia será cumprida, porém essa abertura deverá obedecer a um rito. "É uma decisão governamental, em cumprimento à decisão judicial", ressalvou. E lembrou que, por se tratar de uma guerrilha, também ocorreram perdas no Exército. "Se houve perdas e os parentes não sabem, então eles têm o direito de saber como foi que aconteceu, onde está o corpo."

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