José Alencar defende prorrogação da CPMF

O vice-presidente da República, José Alencar, voltou a defender, hoje à noite, em Curitiba, a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "Eu sou contra a CPMF, mas não sou contra a prorrogação neste momento", salientou a uma platéia com cerca de 1,3 mil empresários que participaram da posse do presidente reeleito da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures. "Faço um apelo a esta casa, pois é uma questão de responsabilidade fiscal; se perderemos o controle do orçamento, colocamos tudo a perder." Pouco antes, Loures acentuou que os empresários estão mobilizados contra a prorrogação da CPMF, alegando tratar-se de um "tributo profundamente injusto, que só interessa ao governo e não ao Brasil". Foi referendado por muitas palmas dos empresários. Em seu discurso, Alencar brincou: "Ficaram olhando para mim como se tivessem zangado comigo". O vice-presidente repetiu parte do que Loures falou, considerando que "não se pode pensar que alguém de bom senso seja a favor de um imposto injusto". E tentou ganhar a platéia, acentuando que "não há nenhum homem no governo, a começar pelo presidente Lula, que seja a favor do imposto". Ninguém acreditou e o burburinho tomou conta do local. Mas ele foi enfático: "Precisamos e vamos aprovar." Para compensar a insatisfação do empresariado com a decisão explícita de batalhar a favor da prorrogação, ele anunciou que o governo está aperfeiçoando uma proposta de reforma tributária, já apresentada aos governadores. A proposta prevê o fim de vários impostos federais e estaduais, incluindo a CPMF, e a substituição pelo Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Alencar defendeu a constituição de uma Assembléia Nacional Constituinte com o único objetivo de aprovar as reformas política e tributária.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.