Jornalistas são agredidos na AL-MG durante reportagem

Assembleia confirmou ação da Polícia Legislativa e informou que "está apurando o incidente"

Eduardo Kattah, de O Estado de S.Paulo,

09 Outubro 2009 | 16h39

Um repórter e um fotógrafo do jornal O Tempo, de Belo Horizonte, foram vítimas da ação de seguranças da Assembleia Legislativa de Minas Gerais quando apuravam a denúncia de suposto descaso do Parlamento com o patrimônio público. O jornal noticiou nesta sexta-feira, 09, que na manhã do dia anterior o repórter Ezequiel Fagundes e o fotógrafo Charles Silva Duarte foram "intimidados, revistados, expostos a constrangimentos, e, por fim, detidos pelos agentes da Polícia Legislativa" quando apuravam a matéria.

 

O fotógrafo, conforme o jornal, chegou a ser agredido por um dos seguranças após registrar imagens de dezenas de móveis, a maioria seminovos, abandonados no estacionamento do Legislativo, formando pilhas de entulho. De acordo com relato dos jornalistas, durante a abordagem, os seguranças tentaram apreender o cartão de memória com as fotos.

 

Charles Silva foi levado para uma sala no interior da Assembleia e interrogado pelos seguranças, que queriam que seu equipamento fosse entregue. Ele ficou detido por cerca de 20 minutos até ser liberado. Já o repórter foi perseguido por quatro agentes nos arredores do Legislativo e teve seu veículo cercado. O jornalista, que estava de posse do cartão de memória, foi constrangido, mas se recusou a entregar o arquivo das imagens, como exigiam os seguranças.

 

A Assembleia informou que lamenta o episódio e por determinação do presidente da Casa, deputado Alberto Pinto Coelho (PP), "está apurando o incidente". O Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais divulgou nota nesta sexta-feira, 09, cobrando uma investigação rigorosa da ação de seguranças do Legislativo.

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