Jornalista é morto a tiros em Maricá

Hipótese mais provável é de que Romário Barros tenha sido vítima de execução; é o segundo jornalista morto na cidade em menos de um mês

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2019 | 09h32
Atualizado 19 de junho de 2019 | 20h50

RIO – O jornalista Romário Barros, de 31 anos, criador do site Lei Seca Maricá, foi morto a tiros na noite de terça-feira, em Maricá, na região metropolitana do Rio. É o segundo jornalista assassinado na cidade em menos de trinta dias. No último dia 25, o dono do Jornal Maricá, Robson Giorno, de 45 anos, foi executado perto de casa.

Os dois eram conhecidos por noticiar fatos políticos da região.  Barros foi alvejado por três tiros, sendo dois na cabeça e um no pescoço. Ele estava em seu carro. Nenhum objeto pessoal foi roubado. A hipótese mais provável é de que o jornalista tenha sido vítima de execução.

A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI) está investigando o caso e fez perícia no local. Os agentes também estão analisando imagens de câmeras de monitoramento da região, que já apontaram que a ação contou com pelo menos dois criminosos.

Barros era proprietário e repórter do maior portal de notícias de Maricá. O site trazia informações da cidade, com foco maior em assuntos de política e policiais.

Em nota, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) afirmou esperar que a polícia “esclareça rapidamente o caso, para que os criminosos sejam encaminhados à Justiça e punidos nos termos da lei”. “É extremamente preocupante que, em menos de um mês, dois jornalistas tenham sido mortos na cidade, com todos os indícios de que os assassinatos foram motivados pela atividade profissional das vítimas. A impunidade é uma das principais causas da continuidade desses crimes.”

A entidade acrescentou que o “assassinato de jornalistas visa a intimidar o livre exercício do jornalismo, mas atinge também o direito dos cidadãos de serem plenamente informados”.

Também em nota, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) informou que está acompanhando as investigações. Já a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) divulgou comunicado em que “repudia com veemência o assassinato de mais um jornalista em Maricá”. A Abert ressaltou ainda que “a atividade jornalística é fundamental à sociedade” e pediu “rigorosa apuração e esclarecimento dos dois casos”.

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