Jornais aglutinavam oposição

Subproduto inesperado do golpe militar de 1964, a imprensa alternativa abrigou, durante pelo menos 20 anos, profissionais e assuntos banidos dos grandes veículos de comunicação por força da ditadura. Foi um dos núcleos aglutinadores da oposição ao autoritarismo, tendo lançado, de 1964 até o fim dos anos 70, cerca de 160 títulos no País, segundo o jornalista e professor Bernardo Kucinski, estudioso do assunto. "Houve de fato perseguição fiscal aos jornais alternativos, embora eu não saiba localizar como e quando, porque nunca me detive nesse aspecto", diz Kucinski. Considera-se que a origem da imprensa alternativa no País foi o lançamento do jornal Pif-Paf, de Millôr Fernandes, em 1964. Seu maior fenômeno foi O Pasquim, semanário carioca lançado em 1969.

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