Jorgina é expulsa da OAB

A fraudadora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Jorgina Maria de Freitas, foi expulsa hoje da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ). Com a decisão unânime, tomada por 68 conselheiros em sessão secreta, Jorgina perde a carteira da OAB e não pode mais atuar como advogada. A fraudadora vinha tentando trabalhar ou fazer mestrado em alguma universidade - foi reprovada na prova da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) -, condição para que pudesse cumprir a pena em regime semi-aberto.Jorgina assistiu à sessão, que durou cerca de 1h30 e, até as 18h30, não havia se pronunciado sobre a decisão dos conselheiros. Ela fez parte de uma quadrilha que incluía advogados, juízes e bancários especializados em fraudar o setor de acidentes do trabalho do INSS. O rombo de R$ 525 milhões foi descoberto no início de 1991. Jorgina ficou foragida até novembro de 1997, quando se entregou à polícia da Costa Rica e foi deportada para o Brasil.No ano passado, o Supremo Tribunal Federal concedeu a progressão de pena para regime semi-aberto por ela ter cumprido um sexto de uma das penas a que foi condenada a 12 anos de prisão. Para ter direito ao benefício, Jorgina precisa comprovar que exerce atividade profissional.

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