Jorgina de Freitas divide cela com 13 presas

A fraudadora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Jorgina Maria de Freitas passou sua primeira noite no presídio feminino Nelson Hungria, no complexo da Frei Caneca, no centro do Rio. Por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Jorgina teve de deixar sua cela individual no Batalhão de Policiamento de Trânsito da Polícia Militar, de onde foi transferida na noite de ontem. Ela aguarda decisão da Vara de Execuções Penais sobre pedido de visitas periódicas a sua casa.Jorgina, que teve seu registro de advogada cassado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no ano passado, perdeu as regalias do regime especial. Agora divide uma cela com 13 mulheres. Na penitenciária Nelson Hungria, ela cumprirá o restante da pena de 23 anos de prisão por peculato e formação de quadrilha, ao lado de 212 detentas, entre as quais algumas advogadas.Jorgina integrava uma quadrilha que desviou R$ 112 milhões da Previdência. O esquema montado pela ex-advogada e seu grupo desviou recursos do INSS, simulando grandes indenizações por acidente de trabalho. A quadrilha foi descoberta em conseqüência de uma auditoria realizada em 1992, por técnicos do próprio INSS, que encontraram irregularidades em 44 mil carnês de benefício, usados para provocar o maior rombo da história da Previdência.Ainda em 1992, 17 integrantes da quadrilha foram presos. O juiz Nestor do Nascimento foi condenado a 15 anos e 6 meses. Sérgio Bulhões Sayão e Ilson Escóssia, a 14 anos de prisão cada um. Os demais pegaram pena de 14 anos de detenção. Jorgina conseguiu fugir do País e ficou foragida até 1997, quando se entregou à polícia, na Costa Rica. Foi extraditada para o Brasil no ano seguinte.

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