Wilton Junior|Estadão
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Jorge Picciani critica Pezão e sugere mudanças no governo do Rio

Presidente da Assembleia Legislativa disse que governador licenciado 'ajudou a aumentar o déficit do Rio em Previdência com a decisão de aumentar o salário dos servidores em 2014 muito acima da inflação'

Thiago Fadini e Victor Rezende, especiais para a AE

06 de maio de 2016 | 20h03

Rio de Janeiro - O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), afirmou nesta sexta-feira, 6, que considera fraco o governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB) no Estado do Rio. Segundo o deputado, "todo o elenco é mal montado e não há coordenação política". Em março, Pezão se licenciou do cargo para fazer tratamento contra um câncer no sistema linfático. O governador interino do Rio é o ex-senador Francisco Dornelles (PP).

Em entrevista concedida ao RJTV, da TV Globo, Picciani culpou Pezão pela situação atual das contas públicas, com atraso no pagamento de servidores. "Ele ajudou a aumentar o déficit do Rio em Previdência com a decisão de aumentar o salário dos servidores em 2014 muito acima da inflação", afirma.

Picciani propôs, como medida para enxugar as contas públicas, o agrupamento de quatro secretarias. "É preciso pegar Educação, Ciência e Tecnologia, Cultura e Esporte e Lazer e fazer uma única secretaria e colocar um tremendo gestor à frente", sugeriu.

Outra proposta foi a de fazer demissões em cargos de confiança e de cortar gastos do governo, algo contestado pelo atual secretário da Fazenda do Rio, Júlio Bueno. Segundo Picciani, o secretário não consegue fechar as contas porque ele não conhece os números, devido à ausência de um governo.

"Nós estamos com dois governadores e sem nenhum governador", disse em referência ao afastamento de Pezão por motivos de saúde e à gestão do vice Francisco Dornelles (PP), que assumiu interinamente.

Passado. Picciani ainda afirmou que o Rio teve seis anos de um grande governo, comandado por Sérgio Cabral (PMDB). "Tinha gestão. O Joaquim Levy (secretário da Fazenda do Estado do Rio entre 2007 e 2010) colocou gestão na Fazenda: você sabia o dia em que se pagava, o dia em que todos recebiam e isso reduziu o custo do Estado", disse.

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