Joédson Alves|EFE
Joédson Alves|EFE

'Jorge não é petista, é instituição suprapartidária', diz Renan ao elogiar atuação de vice em crise

Jorge Viana contrariou os membros do próprio partido, que queriam assumir a presidência da Casa; 'procurei fazer o que todo vice deve fazer', respondeu

Isabela Bonfim e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

08 Dezembro 2016 | 12h04

BRASÍLIA - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), elogiou a atuação do vice-presidente Jorge Viana (PT-AC) na "solução da crise" envolvendo Senado e o Supremo Tribunal Federal (STF). Viana foi um dos principais responsáveis pela articulação junto aos STF que manteve Renan no comando da Casa. Segundo Renan, o petista"cumpriu um papel extraordinários em todos os momentos da crise".

Para isso, Viana contrariou os membros do próprio partido, que queriam assumir a presidência do Senado para conseguir adiar a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelece um limite para os gastos públicos, a PEC do Teto. "Jorge não é petista, é uma instituição suprapartidária", disse Renan no plenário. Ele afirmou ainda que Viana sempre coloca os "interesses do País" na frente dos seus.

"Em nome do Senado e da democracia, seu papel ficará registrado na história", afirmou o peemedebista. "Todos ganham, o Judiciário, o Legislativo e o Executivo. Ganha, sobretudo, a democracia, graças à dedicação de Jorge Viana", finalizou Renan. 

O vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), agradeceu os cumprimentos do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), que elogiou sua condução durante a crise desta semana, que afastou temporariamente o peemedebista do cargo. Viana afirmou que não fez nada mais que seu papel. 

Vice. "Procurei fazer o que todo vice deve fazer: ser vice e trabalhar para exercer o mandato apenas numa situação excepcional, o que não era o caso", afirmou Viana, aproveitando para alfinetar o presidente Michel Temer, que assumiu a Presidência da República após o impeachment de Dilma Rousseff. Ele também disse que a situação no Senado foi muito diferente do que houve na Câmara, com o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

De acordo com Viana, qualquer passo que ele desse poderia agravar a crise. Ele agradeceu as palavras de Renan e fez questão de dizer que, durante todo o período de incerteza que se instaurou sobre a presidência do Senado, ele não se colocou como presidente, tampouco tratou sobre nova pauta de votação com o PT, seu partido, que integra a oposição. 

"Agradeço a confiança de vossa excelência (Renan Calheiros) e espero o papel que o plenário me deu, o de ser o vice", afirmou Jorge Viana. O senador tem uma relação próxima com Renan e, durante o afastamento, tentou não se posicionar como detentor do cargo. 

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