Jorge diz que não receia quebra de sigilo

O ex-secretário-geral da Presidência da República Eduardo Jorge Caldas Pereira reagiu à notícia de que a quebra do sigilo bancário dele entre os anos de 1994 e 1998 poderiam incriminá-lo. "Não tenho o menor receio de quebrar o meu sigilo", disse. "Só vão perder tempo investigando o meu sigilo", reforçou ele, demonstrando tranqüilidade. Jorge resolveu falar depois da publicação de uma reportagem na revista IstoÉ, na qual o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) teria sugerido a três procuradores a quebra do sigilo bancário dele para envolver o presidente Fernando Henrique Cardoso. "Tudo isto mostra que esta foi uma articulação para pegar o presidente da República e não a mim", disparou. O ex-assessor do Planalto vai além e diz que entregou ao Ministério Público (MP) e também ao Senado os dados do sigilo bancário entre 1995 e 1998. "São referentes ao período em que trabalhei no governo", conta Jorge. Ele explica que não entregou o sigilo de 1994 porque, naquele ano, ele ficou no governo só até março. O ex-secretário rebateu a iniciativa do líder do bloco do PT no Senado, José Eduardo Dutra (SE), que pediu a quebra do sigilo bancário dele pelo plenário do Senado. "A oposição quer holofote", atacou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.