Jogos administrados pela Caixa movimentam R$ 3,5 bilhões

O governo federal, que segundo o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, pretende estatizar os bingos, jogos eletrônicos e virtuais, movimentou R$ 3,5 bilhões em 2003 com as loterias administradas pela Caixa Econômica Federal (CEF). De acordo com relatório divulgado em janeiro, o montante de arrecadação dos jogos foi recorde, 18% superior ao do ano anterior, o que levou o vice-presidente de Transferência de Benefícios da Caixa, Carlos Borges, a comemorar "a importância das loterias federais na captação de recursos para áreas fundamentais do governo".Segundo o governo, de cada R$ 1 apostado nas loterias federais, aproximadamente R$ 0,48 são repassados a programas sociais, culturais e esportivos: Fundo Nacional da Cultura (FNC), Financiamento Estudantil (Fies), Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), Comitê Olímpico Brasileiro (COB), entre outros. Só o Fies, por exemplo, recebeu R$ 249,5 milhões em 2003 advindos das lotéricas. O total revertido aos beneficiários, no ano passado, ficou acima de R$ 1,7 bilhão. O valor significa R$ 300 milhões a mais que o verificado em 2002, quando o montante fora de R$ 1,4 bilhão."A atual gestão percebe o serviço público de loterias como um importante instrumento de distribuição de renda para o país", ressalta um comunicado de imprensa da Caixa. De fato, os apostadores não ficam com a "parte do leão", pois na Mega-Sena, por exemplo, modalidade de loteria que mais paga e por isso registra maior procura, o prêmio líquido é de 32,2% do total arrecadado. O restante, segundo a instituição, tem a seguinte destino: Fundo Nacional da Cultura (3%), Comitê Olímpico Brasileiro (1,7%), Comitê Para-Olímpico Brasileiro (0,30%), Imposto de Renda Federal (13,80%), Seguridade Social (32,20%), Financiamento Estudantil (7,76%), Fundo Penitenciário Nacional (3,14%), despesas de custeio e manutenção de serviços (20%), tarifa de administração (10%), comissão dos lotéricos (9%) e Fundo Desenvolvido das Loterias (1%).

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