Joesley afirma que 'renasceu' após delação

Acordo de leniência estabeleceu multa de R$ 10,3 milhões à JBS

O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2017 | 03h00

O empresário Joesley Batista, da JBS, afirmou em artigo publicado ontem no jornal Folha de S.Paulo, que a multa de R$ 10,3 bilhões estipulada no acordo de leniência assinado pela empresa “pagará com sobra possíveis danos à sociedade brasileira” causados por suas revelações. Joesley se tornou delator após gravar conversa com o presidente Michel Temer em abril. 

Inicialmente, o Ministério Público Federal exigia R$ 11,1 bilhões para fechar o acordo, enquanto a empresa oferecia R$ 1 bilhão. A leniência permite à empresa se livrar de eventuais medidas judiciais, como ações por improbidade administrativa. 

O texto assinado por Joesley diz que 17 de maio, quando o teor da delação veio à tona, foi a data do seu “renascimento”. “Senti-me um novo ser humano.”

O delator disse ainda que decidiu escrever o artigo para “acabar com mentiras e folclores”. 

O conteúdo da delação premiada da JBS, que traz relatos de ilícitos envolvendo quase dois mil políticos, acirrou a crise política no País e resultou, até agora, em uma denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva. O peemedebista é investigado por suspeita de obstrução de Justiça e organização criminosa.

No artigo, o empresário ainda diz que após a delação se refugiou em uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos – que não revela qual –, “para proteger a integridade física” da sua família.

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