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Joelmir Beting morre aos 75 anos em São Paulo

Jornalista estava em coma irreversível após sofrer um acidente vascular encefálico (AVE)

Ricardo Valota, de O Estado de S.Paulo - ampliado às 8h50

29 de novembro de 2012 | 03h07

O jornalista Joelmir Beting, de 75 anos, morreu por volta da 1 hora desta quinta-feira, 29, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado desde o dia 22 de outubro para tratar de uma doença autoimune, quando o sistema imunológico ataca e destrói, por engano, tecidos saudáveis do organismo. Ele respirava com auxílio de aparelhos desde o último domingo, 25, após sofrer um acidente vascular encefálico (AVE) hemorrágico. Segundo boletim médico, Joelmir estava em estado de coma irreversível.

O corpo do jornalista é velado no Cemitério do Morumbi, na zona sul, até as 14h. O velório será aberto ao público e a cremação está marcada para as 16h no Cemitério Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. A cerimônia será restrita à família.

Vida e carreira. Nascido em 21 de dezembro de 1936 na cidade de Tambaú, interior paulista, Joelmir Beting trabalhava atualmente na TV Bandeirantes, onde fazia comentários sobre economia e apresentava o programa de entrevistas Canal Livre. Ainda em Tambaú, chegou a trabalhar como boia-fria. Em 1957 começou a cursar a faculdade de sociologia na Universidade de São Paulo (USP) e no mesmo ano iniciou sua carreira jornalística na Rádio Jovem Pan e nos jornais O Esporte e Diário Popular, como repórter esportivo.

Veio da sua paixão pelo futebol a expressão "gol de placa", uma das marcas de Joelmir - palmeirense assumido. Depois de um gol marcado por Pelé numa partida contra o Fluminense, no Maracanã, em 1961, o jornalista mandou encomendar uma placa de bronze para homenagear o atleta. A partir de então, narradores de jogos de futebol começaram a sugerir o prêmio a cada belo gol, o que acabou popularizando a expressão.

Jornalismo econômico. Na década de 1960, Joelmir resolveu partir para o noticiário econômico. No final dos anos 60, assumiu a editoria de economia da Folha de S.Paulo. Em 1970, lançou uma coluna diária, republicada em centenas de jornais com o selo da Agência Estado. Nesse período, levava notícias da economia também às rádios Jovem Pan, Gazeta, Bandeirantes e CBN, além de emissoras de televisão (Gazeta, Record, Bandeirantes e Globo). Com a coluna, como o próprio jornalista definia em seu site pessoal, explicou o "economês". "Vulgarizei a informação econômica, fui chamado nos meios acadêmicos enciumados de 'Chacrinha da Economia'", ironizou.

Em 1991, ele se transferiu para o Estado, onde permaneceu até janeiro de 2004, quando voltou para a Band. Joelmir também escreveu dois livros e ensaios em revistas semanais e passou pelas tevês Gazeta, Record, Globo e Bandeirantes.

Com informações da rádio Jovem Pan

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