Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Joe Biden renova convite à presidente para visitar Obama

Agenda com vice dos EUA dá início a encontros bilaterais de Dilma com países como China, Suécia e Venezuela

Lisandra Paraguassu, O Estado de S. Paulo

01 de janeiro de 2015 | 21h34

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff começou ontem, em uma reunião de mais de uma hora com o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, uma série de encontros bilaterais que marcaram o início dos compromissos oficiais do seu segundo mandato. 

Segundo o Itamaraty, a conversa se concentraria na renovação do convite para que a presidente faça uma visita de Estado aos Estados Unidos, possivelmente ainda este ano. Nos últimos meses, Biden foi o interlocutor designado pelo presidente Barack Obama para melhorar as relações com o Brasil depois do escândalo de espionagem da National Security Agency. 

Em seu discurso de posse ontem no Congresso, Dilma destacou a necessidade de “aprimorar a relação com os Estados Unidos” por sua importância tecnológica e científica e pelo volume de comércio entre os dois países. 

Logo depois do compromisso com Biden, a programação de Dilma incluía uma agenda com a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Irina Bokova, que tem dois pedidos a fazer ao Brasil. O primeiro deles seria pedir apoio para sua candidatura à Secretaria-Geral da ONU em substituição a Ban Ki-moon, em 2016. O outro seria fazer uma cobrança: que o País pague à Unesco sua dívida de R$ 36 milhões. Depois de ter sido boicotada pelos Estados Unidos ao aceitar a entrada da Palestina como membro pleno, a Unesco passa por dificuldades financeiras. A dívida brasileira é a maior depois da americana. 

Agenda. Hoje, a presidente começa o dia com mais quatro encontros bilaterais: com o vice-presidente da China, Li Yuanchao, o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Lofven, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz. 

Com o primeiro-ministro da Suécia, o tema deve ser também o intercâmbio tecnológico. Depois do contrato bilionário para compra de caças Gripen para a Aeronáutica, os dois países têm um acordo também de transferência tecnológica. O interesse sueco agora no Brasil são, principalmente mineração, energia renovável, informática e saúde. 

Nicolás Maduro, que hoje enfrenta uma crise econômica em seu país, quer pedir mais compreensão do governo brasileiro com as dívidas com empresários do país e apoio brasileiro para superar os problemas. 

Já com o vice-presidente da China, a conversa deve girar em torno do cronograma para implantação do Banco dos Brics, em que o Brasil será o presidente do Conselho de Administração e a China, a sede do banco.

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