Jobim toma posse e defende controle externo do Judiciário

O ministro Nelson Jobim tomou posse hoje na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo a criação de um órgão de controle externo do Judiciário e a paz entre os Três Poderes da República. "O momento exige de todos nós lucidez política e humildade", afirmou. "Baixemos as armas! Vamos ao diálogo e ao debate democrático"!, conclamou, em discurso que se seguiu ao do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, que criticou o que considera um excesso de medidas provisórias editadas pelo governo e a MP que fixou em R$ 260 o salário mínimo. Busato considerou esse valor inconstitucional, alegando que ele sequer é suficiente para sustentar uma só pessoa. Ainda em seu discurso, Nelson Jobim defendeu também mudanças no sistema recursal, com redução da possibilidade de interposição da quantidade de recursos hoje admitida, que retarda a tramitação dos processos no Judiciário.À solenidade, muito concorrida, em que foi empossada também a ministra Ellen Gracie como vice-presidente do STF, estiveram presentes o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP); o vice-presidente José Alencar; o ex-presidente do STF Maurício Corrêa, a quem Jobim está sucedendo; os ministros José Dirceu (Casa Civil), Antonio Palocci (Fazenda), Márcio Thomaz Bastos (Justiça), Guido Mantega (Planejamento), Gilberto Gil (Cultura) e Luiz Gushiken (Comunicação de Governo), bem como o virtual candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, ex-senador José Serra. Lula não falou na solenidade, mesmo porque isso não estava previsto no protocolo. Mas, após os discursos, Jobim o convidou para receber cumprimentos, ao lado dele. Lula aceitou o convite por alguns instantes e, em seguida, deixou o Supremo.

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