Jobim: prazo para proposta de caças pode ser estendido

Ministro afirmou desconhecer proposta da Suécia, que ofereceria caças pela metade do preço dos franceses

Silvio Barsetti, Agência Estado

18 de setembro de 2009 | 12h23

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, admitiu que o prazo para a apresentação das propostas da Suécia, França e dos Estados Unidos para a venda de caças ao Brasil pode ser estendido. "Vai depender da Aeronáutica, pois há questões técnicas implicadas", disse Jobim. Até agora, o prazo estabelecido para a entrega das propostas é o dia 21 de setembro, próxima segunda-feira.    

 

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Em solenidade no Forte São João, na Urca, zona sul do Rio, para o lançamento dos Jogos Mundiais Militares, que serão disputados no Rio em 2011, Jobim afirmou desconhecer a proposta da Suécia, que ofereceria ao Brasil caças Gripen NG pela metade do preço dos caças franceses Rafale. "Não conheço esta proposta. Apenas por meio da imprensa. Isto é compra casada? Você compra uma garrafa de cerveja e leva quatro de guaraná?" indagou Jobim, ao final da solenidade.

 

O vice-ministro de Defesa da Suécia, Hakan Jevrell, afirmou na última quinta-feira, 17, durante coletiva de imprensa, que seu país “não está buscando compradores, mas parceiros” para a elaboração do projeto do caça Gripen NG. Segundo ele, caso opte pela proposta sueca – que será apresentada, juntamente com as demais propostas, no próximo dia 21 – o Brasil poderá comprar dois aviões pelo preço de um, conforme oferta dos concorrentes.

 

Jevrell fez as declarações antes de se reunir com o ministro da Defesa, Nelson Jobim. O vice-ministro garantiu que a Suécia e a Saab, empresa fabricante do caça Gripen NG, estão 100% comprometidas com a transferência de tecnologia para o Brasil. “Não buscamos um comprador. Buscamos uma parceria estratégica e cooperação de longo prazo para as futuras gerações do poder aéreo e do desenvolvimento industrial”, disse.

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