Jobim: 'Orçamento da defesa pode chegar a R$ 10 bi'

Em depoimento na Comissão de Defesa Nacional e Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que a sociedade brasileira tem de se envolver na discussão de uma política de defesa estratégica nacional. Ele defendeu também um plano de reequipamento das Forças Armadas que, segundo ele, está sendo reestudado. Jobim informou que conseguiu aumentar o orçamento do Ministério da Defesa de R$ 6 bilhões para R$ 9 bilhões, podendo chegar a R$ 10 bilhões, e anunciou recursos o reequipamento. Segundo o ministro, para 2008 haverá disponibilidade de R$ 1,8 bilhão de reais para reaparelhamento das três forças e sinalizou que esse valor já está no orçamento, e que poderá ser ainda incrementado com mais um R$ 1 bilhão, de créditos suplementares. Jobim voltou a defender o fortalecimento da indústria de defesa nacional e citou o programa nuclear que está sendo desenvolvido pela Marinha como prioritário. Na audiência, Jobim falou também sobre a questão salarial. Disse que na próxima quarta-feira concluirá estudos sobre a questão da remuneração dos militares. Depois, informou, levará esta discussão a nível político, para o presidente da República e os ministros da Fazenda e do Planejamento. Jobim citou o estudo que tem em mãos, feito ainda pelo ex-ministro Waldir Pires, que propõe 27,62% em duas etapas, com impacto no orçamento, em 2008 de R$ 5, 898 bilhões e, a partir de 2009 de R$ 8,328 bilhões. Ele disse que o salário bruto de um oficial-general quatro estrelas é de R$ 11.573 mil bruto e R$ 8 mil líquido, com mais de 40 anos de carreira, enquanto um juiz substituto da justiça federal, com dois anos de formado, tem uma remuneração de R$ 19 mil. O ministro chamou a atenção para o fato de que do universo de 609 mil pessoas que recebem pelas 3 forças, apenas 342 mil são militares da ativa, e o restante é da reserva e pensionistas, e sugeriu a necessidade de estudo para a questão dos salários dos ativos e dos inativos, separadamente. O deputado Jair Bolsonaro, autor do requerimento para a audiência pública com o ministro, defendeu que é preciso que Jobim defina que não haverá aumento diferenciado para os militares que estão na reserva e os que estão na ativa porque esta é a grande preocupação da categoria, neste momento. Bolsonaro declarou ainda que o governo se prevalece da disciplina para humilhar os militares.

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