Jobim nega que Brasil esteja em corrida armamentista

Ministro da Defesa afirma que País 'não está como Venezuela, que sai para comprar armas pelo mundo'

Efe,

16 de setembro de 2009 | 19h44

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, rejeitou nesta quarta-feira, 16, a ideia de que o Brasil esteja em uma "corrida armamentista" e reiterou que os acordos militares com a França são apenas para capacitar a indústria nacional.

 

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"O Brasil não está comprando, como a Venezuela, que sai para comprar nos supermercados de armas do mundo", declarou o ministro durante um comparecimento ao Senado para explicar os acordos com a França.

 

Jobim explicou que o Brasil "está no caminho da capacitação nacional" e só pretende reforçar sua indústria bélica, mediante a aquisição de tecnologia de ponta.

 

Os acordos com a França significarão para o Brasil o desembolso, até 2021, de US$ 12,2 bilhões, dos quais US$ 9 bilhões serão destinados à compra de submarinos e helicópteros.

 

O resto do dinheiro será utilizado para a construção de um estaleiro e uma fábrica, nos quais serão postos todos os equipamentos militares.

 

As instalações, segundo Jobim, gerarão ao redor de 11.300 empregos diretos e 33.500 indiretos, e "beneficiarão de forma direta 21 setores da economia e indiretamente outros 19".

 

Entre os setores da economia que os acordos abrangem, o ministro citou as indústrias naval, química, elétrica, eletrônica, mecânica, metalúrgica, construção civil e informática, assim como as áreas estritamente militares.

 

Além do econômico, Jobim também explicou que o país deve ter "preparação estratégica" para defender seu território e suas riquezas naturais, como a Amazônia e as reservas petrolíferas encontradas em águas profundas do oceano Atlântico.

 

"O Brasil não tem inimigos" e "suas questões de fronteiras foram resolvidas no início do Século XX", mas "deve estar preparado para qualquer tipo de tentativa de invasão" no futuro, declarou o ministro da Defesa.

 

Jobim ratificou também a "preferência" do Governo brasileiro pelos caças franceses Rafale, que competem em uma licitação para a compra de 36 aviões com os F-18 Súper Hornet da americana Boeing e os Gripen NG da empresa sueca Saab.

 

No entanto, reiterou que o resultado da licitação somente será anunciado em outubro próximo, depois de o Governo receber os relatórios técnicos elaborados pelo comando da Força Aérea.

 

O ministro ressaltou que a transferência de tecnologia será um elemento-chave para o desenlace da licitação e que a oferta francesa é "até agora a que mais convenceu".

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