Jobim nega existência de arestas com militares

Ministro da Defesa evitou polemizar sobre lançamento de livro e disse que o assunto está encerrado

FABÍOLA SALVADOR, Agencia Estado

02 de setembro de 2007 | 13h44

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou hoje que exista alguma aresta entre ele e os militares por conta do lançamento do livro Direito à Memória e à Verdade, que traz a versão oficial sobre os presos políticos que desapareceram durante o regime militar (1964-1985). Os comandantes das Três Forças não compareceram à cerimônia para lançamento do livro na quinta-feira, no Palácio do Planalto, e no dia seguinte publicaram uma nota na qual consideraram como "inaceitável o cala-boca" do ministro Jobim, dizendo que quem reagisse ao livro "teria resposta".Hoje, após participar da solenidade de Troca da Bandeira, em Brasília, Jobim disse o "assunto está encerrado". Para ele, o teor da nota está "absolutamente" correto. "Ela narra um fato e eu volto a repetir que não há nada mais teimoso do que o fato", afirmou.Jobim lembrou que na história do País existe a versão daqueles que sofreram e a visão de alguns militares. "Toda a história tem várias versões", contou. A publicação do livro trouxe mal-estar entre militares reformados, mas o ministro tentou sinalizar que o clima é cordialidade. Ele lembrou que o objetivo da Lei da Anistia, de agosto 1979, é promover a conciliação e a pacificação nacional. "Foi dito na nota, inclusive, que a Lei da Anistia e todos os procedimentos posteriores determinaram a pacificação que já foi encerrada", explicou.

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