Jobim não sabe se Dassault aceitará condições do Brasil

Ministro reafirmou preferência de Lula pelo Rafale, mas disse não estar certo se empresa irá aceitar proposta

Pedro Dantas, de O Estado de S.Paulo,

08 Outubro 2009 | 18h54

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, reafirmou nesta quinta-feira, 8, a preferência pela compra dos 36 caças franceses Rafale. "A preferência é do presidente (Lula), tendo em vista nossa parceria estratégica com a França e a afirmação do presidente Sarkozy sobre a transferência irrestrita de tecnologia". No entanto, Jobim manifestou preocupação se a Dassault, empresa fabricante do caça, irá aceitar a condição brasileira para a compra.

"A empresa fabricante é privada, e as ações do governo francês são preferenciais sem direito a voto. É necessário saber se a proposta da Força Aérea Brasileira (que exige transferência irrestrita de tecnologia) será aprovada", ressaltou Jobim.

A preocupação de Jobim causou surpresa. Em setembro, o almirante Edouard Guillaud, chefe do gabinete militar do presidente da França, Nicolas Sarkozy, esteve em Brasília, em companhia do vice-presidente internacional da Dassault, e se reuniu com o ministro da Defesa brasileiro para trazer a garantia do governo francês de transferência de tecnologia "completa, sem restrição e sem limite".

No último capítulo da compra de caças, no início da semana, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou nota reiterando a oferta feita ao governo brasileiro para que opte pelo caça da Boeing F-18 Super Hornet.

A ministra do Comércio Exterior da Suécia, Ewa Björling, aproveitou a presença do presidente Lula em Estocolmo para a Cúpula Brasil-União Europeia e reforçou o lobby em favor da Saab para a venda dos caças Gripen NG. A compra do Brasil está estimada em 4 bilhões de euros.

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