Jobim diz que levou relação de compras da Abin a Lula

Ministro não soube dizer se o equipamento que o Exército teria é o mesmo que a Abin dispõe: 'foco é a Abin'

TÂNIA MONTEIRO, Agencia Estado

04 de setembro de 2008 | 13h37

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta quinta-feira, 4, que a sua participação na discussão sobre a autoria dos grampos telefônicos no Supremo Tribunal Federal foi apenas entregar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a relação dos aparelhos adquiridos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). "A relação que entreguei tem uns equipamentos que têm varredura, tem outros que fazem menção que o aparelho é de interceptação e tem outro que é de escuta ambiental", declarou o ministro.   Veja Também: Entenda as acusações de envolvimento da Abin com grampos  Blog:Veja as principais declarações do diretor afastado da Abin na CPI   Lula manda investigar compra de 'maleta de grampo' na Abin PF está empenhada em saber quem grampeou STF, diz Tarso Governo vai avaliar se equipamentos da Abin são para escutas PSDB quer CPI dos grampos no Senado; Garibaldi nega necessidade Crise acirra disputa entre Polícia Federal e Abin Ele não soube dizer se o equipamento que o Exército teria é o mesmo que a Abin dispõe. "Não estamos discutindo sobre o Exército. Estamos discutindo a Abin. O foco é a Abin. Não tenho nada para falar sobre o Exército", disse o ministro, ao deixar o Tribunal Superior Eleitoral, onde foi tratar da segurança das eleições municipais no Rio de Janeiro.Jobim confirmou que os equipamentos para a Abin foram adquiridos por meio de uma comissão de compras que o Exército tem em Washington. Ele explicou que não só os órgãos vinculados à Defesa, mas outros do governo utilizam essa comissão para fazer aquisição de equipamentos nos Estados Unidos, aproveitando a experiência do órgão.O ministro informou que vai à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos atendendo a convocação dos parlamentares, embora admita que não tem nada a dizer. "Não tenho nada a dizer. O que vou dizer é exatamente isso que estou dizendo aqui. Quem grampeou ou quem deixou de grampear são hipóteses, suspeições que eu não tenho o que falar". Questionado se sua ida à CPI seria, então, desnecessária, respondeu: "Evidentemente. Mas eu vou lá. Eu vou sempre. Se o Congresso convocar eu não tenho a menor dificuldade de ir lá", completou o ministro, reafirmando que a sua função nesse episódio foi informar o tipo de equipamento que foi adquirido na comissão do Exército a pedido da Abin.

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