Jobim diz que acidente com caças não interfere em escolha

Ministro da Defesa criticou a posição da Embraer, que defende que os aviões fabricados pela sueca Saab

Alberto Komatsu, da Agência Estado,

28 de setembro de 2009 | 12h33

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou na manhã desta segunda-feira que nenhum dos três países que concorrem ao programa FX2 protocolou oficialmente as propostas para a venda de 36 caças. Jobim também disse que o acidente na semana passada com dois caças franceses Rafale, fabricados pela Dassault, concorrente no FX2, não vai interferir no processo de escolha. Ele reiterou que o prazo para a entrega das propostas vai até o próximo dia 2.

 

"O problema todo é que a angústia da processualização é que é um problema. Nós temos cada coisa no seu tempo. Como diria o doutor Ulysses (Guimarães), e eu adoto com absoluta tranquilidade, cada dia com a sua agonia", afirmou Jobim.

 

O ministro criticou a posição da fabricante brasileira Embraer, que defende que os aviões fabricados pela sueca Saab, os caças Gripen, seriam mais apropriados por causa da transferência de tecnologia.

 

"Não cabe à Embraer ter opinião a respeito desse assunto. Cabe ao governo brasileiro. E a Embraer não é parte do governo brasileiro", afirmou Jobim, que participou nesta manhã do seminário "Innovations in Nuclear Technology for a sustainable future", realizado em um hotel da zona oeste do Rio. A americana Boeing também concorre com o caça F18.

 

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