Jobim discute sistemas militares na França e Rússia

Segundo o ministro, o presidente Lula aprovou as linhas da agenda de conversações, em reunião no Planalto

AE, Agencia Estado

25 Janeiro 2008 | 09h08

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, vai à França e à Rússia para discutir acordos de cooperação, visitar fabricantes de sistemas militares e, sobretudo, tratar do desenvolvimento do submarino nuclear de ataque. Na terça-feira, Jobim vai conhecer a base naval de Toulon e visitar um submarino atômico da frota francesa. Um dia antes, despacha com Jean Poimboeuf, o presidente do DCNS - estaleiro responsável pela construção desses navios. Brasil e França mantêm um tratado que prevê acesso a tecnologias sensíveis. Segundo o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ?aprovou as linhas da agenda de conversações?, em reunião realizada no Palácio do Planalto há três dias. Fornecedores franceses querem vender ao Brasil o submarino Scórpene, diesel-elétrico, de 1.700 toneladas, e o caça de quinta geração Rafale, capaz de voar a 2.125 km/hora transportando 8 toneladas de armas. O processo FX-2, do Comando da Aeronáutica, prevê a aquisição de até 36 supersônicos - ?a seleção, mas não a encomenda, deve sair até dezembro?, disse o ministro. O pacote prevê a instalação na fábrica da Helibrás, em Itajubá, Minas Gerais, da linha mundial dos helicópteros Panther e de sua versão civil, o Dauphin. A empresa brasileira é controlada pela Eurocopter e a médio prazo poderia projetar um modelo próprio. Há propostas do poderoso grupo EADS, o maior complexo europeu de defesa, aeronáutica e espaço, para instalar no Rio um centro de engenharia de mísseis - inicialmente destinado à modernização da classe Exocet, do tipo ar-mar e mar-mar. Consultas Para Jobim, essa ?não é uma viagem de compras, mas de conhecimento e consultas?. Ainda assim, o primeiro item do roteiro é uma reunião com o banqueiro François Dossa, presidente do Societé Generale Bresil. ?Em todas as etapas a conversa será aberta, claro. Mas qualquer diálogo sobre a questão de materiais só será possível se tomar como premissa inafastável a transferência de tecnologia?, afirmou. ?Desenhado o plano estratégico, a definição dos equipamentos passará obrigatoriamente pela abertura do conhecimento. Mesmo que na opção a oferta fechada custe menos e a aberta, que represente desenvolvimento do parque industrial nacional, custe mais, vamos para a mais cara.? Na Rússia, a partir de 1º de fevereiro, o grupo cumpre programação mais restrita, em bases e estaleiros navais. Em Moscou vai se encontrar com o vice-presidente Serguei Ivanov e com o ministro da Defesa, Anatoliy Serdyukov. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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