Jobim: crise faz Exército selecionar 50% menos recrutas

O ministro da Defesa Nelson Jobim disse hoje, em Maceió, que pelo menos metade dos recrutas das Forças Armadas do País não serão incorporados este ano por conta da redução da verba que seu ministério terá, em razão da crise financeira mundial. Segundo o ministro, ainda não há um porcentual definido no corte do orçamento da Defesa, mas o contingenciamento deverá ficar em torno dos 30%. "O orçamento da Defesa para 2009, que seria de R$ 9,6 bilhões, deverá baixar para R$ 6,8 bilhões", afirmou ele, em entrevista. "Por conta disso, estamos reduzindo a incorporação dos nossos recrutas de 80 mil para 40 mil este ano."

RICARDO RODRIGUES, Agencia Estado

31 de março de 2009 | 19h15

Em sua palestra durante abertura do Nordeste Invest 2009, na capital alagoana, para empresários e três governadores da região, Jobim comentou o marco regulatório do sistema aéreo brasileira e defendeu a regionalização da aviação civil para resolver o problema da demora do tempo de voo nos Estados nordestinos. Além disso, ele defendeu incentivos fiscais para aumentar a malha aeroviária no Nordeste, já que a maioria das operações parte das regiões Sul e Sudeste do País.

Para o ministro, o setor da aviação civil tem que continuar sendo controlado pelo governo, sob pena de não atender de forma satisfatória a todos os passageiros. "Não se trata aqui de uma questão ideológica, mas de uma liberdade vigiada, caso contrário o mercado ficará sempre desequilibrado", afirmou o ministro. Segundo ele, a crise já reduziu a movimentação de passageiros nos primeiros meses do ano.

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