Jobim: Brasil não comprará mais material bélico usado

O Brasil não comprará mais materiais de defesa descartados, afirmou hoje Nelson Jobim, ministro da Defesa. Segundo ele, "compramos usados a troco de banana, e foi um enorme problema". A declaração foi feita para justificar a compra de novos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB). "O Brasil não é um comprador. É um parceiro e precisa de transferência de tecnologia".

JOÃO NAVES DE OLIVEIRA, Agencia Estado

07 Outubro 2009 | 17h54

O montante de investimentos no setor, de acordo com Jobim, pode ultrapassar 6,7 bilhões de euros até 2020. O valor deve ser destinado a helicópteros, caças, submarinos, blindados e até dois satélites brasileiros.

O ministro da Defesa prevê que o salto tecnológico vai exigir pessoal capacitado, e que isso repercutirá nas escolas de engenharia. "No estaleiro destinado à montagem de submarinos nucleares, a ser instalado em Itaguaí (RJ), serão empregados 14 mil pessoas altamente especializadas", disse Jobim.

O ministro esteve em Campo Grande (MS) para participar da Operação Laguna, simulação de resgate e evacuação em estado de guerra, com a participação de 10 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica. Ele explicou que a operação não está relacionada a nenhum conflito no exterior. É uma operação mostrando a real situação num estado de guerra.

Como exemplo mais recente de preparo, ele lembrou a busca dos corpos das vítimas do Air Bus A330 da Air France, afirmando ter sido "extraordinária a capacidade das operações de resgate".

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