Jobim: Brasil deve ser 'arrogante' no setor de Defesa

O Brasil deve ser "arrogante", afirmou ontem o ministro Nelson Jobim, na abertura do II Seminário de Defesa, durante a feira Latin America Aerospace and Defence (LAAD 2009). ?Não há nenhuma possibilidade de sentarmos à mesa (para negociar projetos de Defesa) sem a transferência de tecnologia. Isso pode ser visto como arrogância, pois eu afirmo que é uma arrogância. E vai ser assim a regra do jogo?, declarou, no evento realizado no Riocentro. ?Em matéria de jogo, nós sabemos botar a bola no gol.?

AE, Agencia Estado

15 de abril de 2009 | 08h00

O ministro afirmou que o País já perdeu tempo demais, e que o momento político atual é ?oportuno? para que os espaços sul-americanos sejam controlados pelos sul-americanos. Jobim citou especificamente a Amazônia. ?Chega de agendas que se formulam em outros países. Seja no trato da Amazônia, seja no trato do oceano.?

Apesar do tom de defesa da indústria nacional, o ministro afirmou que não vai ?cair? no nacionalismo ?isolacionista e regressista? dos anos 50. ?Precisamos agora de uma modalidade de integração multipolar, que faça com que o Sul se reúna também ao Norte, e não seja visto simplesmente como algo lá embaixo, mas como um parceiro?, disse. ?Quem assim não pensar, com o Brasil não sentará?, continuou Jobim, reconhecendo, em seguida, que ?talvez seja pretensão demais?.

Para Jobim, esse discurso será sustentado pela capacitação nacional e pelos investimentos na área. ?Para esse discurso continuar e não ser uma retórica de arrogantes, tem que ter a base científica da discussão. Contem com o governo para o desenvolvimento dessa base e o conhecimento.? Ontem, Jobim e os comandantes da Marinha e da Aeronáutica assinaram contratos com a Embraer para modernização de nove jatos AF-1 e três AF-1A, e para o programa da aeronave de transporte KC-390, que deverá substituir os antigos Hércules C-130. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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