Joaquim Levy diz que governo analisará decisão do TCU sobre práticas fiscais

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou hoje, 18, que não foi questionado, em sua visita a Washington, sobre a possibilidade de um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O tema passou a ser abordado diretamente pela oposição depois que o Tribunal de Contas da União (TCU) considerou irregulares as manobras fiscais realizadas no mandato anterior, conhecidas como "pedaladas fiscais".

DANIELA MILANESE E ALTAMIRO SILVA JUNIOR, Estadão Conteúdo

18 Abril 2015 | 20h00

"Vamos analisar as decisões (do TCU) e vamos implementar o que elas implicarem", disse o ministro durante entrevista coletiva realizada em Washington, nos Estados Unidos. "É preciso analisar, ver todas as consequências e ver qual é a melhor maneira de implementar a orientação que o TCU tiver dado."

Levy também informou neste sábado que os países que compõem o Banco dos Brics, em processo de criação, devem definir seus representantes até o final de abril. A presidência será exercida pela Índia e os demais membros indicarão vice-presidentes.

A primeira reunião dos representantes do órgão multilateral de fomento deve ocorrer até meados de maio, em Xangai, sede do banco. "O primeiro passo para ter o Banco dos Brics como uma realidade vamos ver em meados de maio. Há uma enorme demanda sobre o financiamento de infraestrutura", disse Levy. "A expectativa é ter o banco funcionando no ano que vem."

O Banco dos Brics reunirá representantes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Mais conteúdo sobre:
FMILevyTCUDilmapedaladas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.