João Paulo não recebeu propina, diz defesa

O advogado Alberto Toron afirmou que seu cliente no processo do mensalão, o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), "não recebeu dinheiro de corrupção". Ele nega que os R$ 50 mil sacados pela esposa do deputado, Márcia Regina, fossem propina paga pela SMP&B, agência de publicidade de Marcos Valério, para beneficiar a empresa em licitação na Câmara. Afirma que o recurso foi recebido após pedido ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e seria para pagar pesquisas pré-eleitorais para a prefeitura de Osasco em 2004. João Paulo, aliás, é o único réu que é candidato nas eleições de outubro e disputa justamente o cargo de prefeito de Osasco. "João Paulo Cunha não recebeu dinheiro de corrupção, não favoreceu a SMP&B", afirmou Toron.

EDUARDO BRESCIANI, Agência Estado

08 de agosto de 2012 | 19h21

Ele destacou que Valério esteve na casa de João Paulo no dia anterior ao saque feito pela esposa do deputado. "Fosse dinheiro de corrupção levava em mãos, como é o natural, não pelo banco". O advogado ressaltou ainda que o Ministério Público afirma que era possível sacar dinheiro com outra pessoa assinando em seu lugar. Para Toron, se fosse corrupção, o deputado não teria enviado a esposa ao banco.

Toron afirmou ainda que a acusação falava em corrupção no processo licitatório, mas não teria provado qualquer irregularidade. Novamente recorreu ao senador Aécio Neves (PSDB-MG) e destacou que a comissão de licitação na administração de João Paulo tinha três dos cinco servidores idênticos à do tucano. Garantiu que os serviços contratados foram prestados pela SMP&B, ainda que por subcontratação.

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